Pesquisar este blog

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013: MELHORES FILMES FORA DO CIRCUITO

Depois de apresentar os meus filmes preferidos lançados no cinema ao longo de 2013 em algumas categorias, aproveito o clima de retrospectiva que invade o mês de dezembro para revisitar em palavras  os longas-metragens fora do circuito comercial a que assisti este ano. 

A lista abaixo contém os 30 melhores filmes que passaram diante dos meus olhos dentro de casa. No ano em que, finalmente, aprendi como se fazem downloads e tive mais disponibilidade de tempo, a quantidade de produções vistas foi enorme, como jamais havia sido em anos anteriores. Reunir aqueles que mais valeram a pena é uma forma de reafirmar o quanto são importantes para mim e de chamar a atenção dos que ainda não o conhecem ou dos que já os viram, mas não gostaram tanto e, assim, poder dar uma nova chance a eles.

Como as demais listas que publiquei nessa retrospectiva, esta também foi posta em ordem de preferência, mas com um detalhe fundamental. Nos casos de empate de notas - que não foram poucos, o segundo critério foi recorrer à ordem alfabética. Sendo assim, ao se notar filmes nessa ordem no interior da lista, há que se lembrar que eles são igualmente amados, embora por motivos diversos, e que os números que o acompanham são mera exigência de uma lista, onde os itens vêm um após o outro. Outro detalhe importante é que decidi não repetir diretores e, assim, tornar a lista também um painel de cineastas. Alguns, como Brian De Palma e Michelangelo Antonioni, só me deram filmes maravilhosos este ano, entretanto, optei por deixar que apenas um os representasse. De brinde, há 5 menções honrosas ao final.

Eis a minha seleção de ouro, que também serve para comprovar que nem só de lançamentos é feito um ótimo ano cinéfilo:

1. Antes do pôr do sol (2004), de Richard Linklater


2. Casablanca (1942), de Michael Curtiz


3. Mutum (2007), de Sandra Kogut


4. A montanha dos sete abutres (1951), de Billy Wilder


5. A palavra (1955), de Carl Theodor Dryer


6. A rotina tem seu encanto (1962), de Yazujiro Ozu


7. Um sonho de liberdade (1994), de Frank Darabont


8. Zabriskie Point (1970), de Michelangelo Antonioni


9. Cantando na chuva (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen


10. A estrada perdida (1997), de David Lynch


11. Um lugar ao sol (1951), de George Stevens


12. Uma primavera com minha mãe (2012), de Stéphane Brizé


13. 800 balas (2002), de Álex de la Iglesia 


14. Além da linha vermelha (1998), de Terrence Malick


15. Antes que o diabo saiba que você está morto (2007), de Sidney Lumet


16. Ato final (1970), de Jerzy Skolimowski


17. Os cowboys de Leningrado vão para a América (1989), de Aki Kaurismäki


18. Dois destinos (1962), de Valerio Zurlini


19. Duas garotas românticas (1967), de Jacques Demy


20. Dublê de corpo (1984), de Brian De Palma


21. Ed Wood (1994), de Tim Burton


22. A embriaguez do sucesso (1957), de Alexander Mackendrick


23. O grande ditador (1940), de Charles Chaplin


24. Harakiri (1962), de Masaki Kobayashi


25. Lua de papel (1973), de Peter Bogdanovitch


26. O medo devora a alma (1974), de Rainer Werner Fassbinder


27. Meu amigo Totoro (1988), de Hayao Miyazaki


 28.Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khouri


29. O raio verde (1985), de Eric Rohmer


30. Réquiem para um sonho (2000), de Darren Aronofsky



MENÇÕES HONROSAS

Nunca aos domingos (1960), de Jules Dassin


Repulsa ao sexo (1965), de Roman Polanski



Rosetta (1999), de Jean-Pierre e Luc Dardenne


São Paulo S.A. (1965), de Luiz Sérgio Person


O substituto (2011), de Tony Kaye


domingo, 29 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013: PIORES FILMES

Chegamos à lista menos nobre dessa retrospectiva do que o Cinema me trouxe em 2013. O curioso é que escolher os piores filmes do ano é tão difícil quanto selecionar os melhores. Não se trata de haver poucos filmes ruins chegando ao circuito, mas de eu não me dispor a assistir a filmes que, de longe, percebo que só podem ser ruins. Portanto, a lista de piores abaixo contêm títulos que, à primeira vista, pareciam bons, mas se revelaram um desastre ou ficaram bem abaixo de um horizonte de expectativas razoável. O único filme que não se encaixa nessa "classificação" é O Homem de Aço, visto no cinema simplesmente pela companhia de amigos que, gentilmente, me convidaram para uma sessão dublada dessa nova tentativa de ressuscitar o Super-Homem. O que não fazemos pela amizade...

A exemplo da lista de melhores cartazes, abro uma exceção para esta, incluindo um filme que não chegou a ser exibido nas salas de cinema, visto que não vai ganhar espaço no circuito em 2014: Spring breakers - Garotas perigosas, lançado diretamente em DVD por aqui. É bom ressaltar que, do segundo ao quarto lugar, na verdade, houve um empate, já que são filmes igualmente ruins, cada qual pelos seus motivos. Além do mais, todos os filmes presentes me causaram algum tipo de irritação, e relacioná-los entre os piores é uma forma de protestar contra seus lançamentos.

Vamos aos meus escolhidos e os breves comentários que justificam sua presença entre os dez menos de 2013:

1. Spring breakers - Garotas perigosas


Incensado por alguns, que chegaram a ver ecos do estilo onírico-divagante de Terrence Malick em seus fotogramas, essa derrapada de Harmony Korine desafia parte do seu público a chegar ao final da sessão. Imagens aleatórias se superpõem e os silêncios insuportáveis tornam tudo um exercício de péssimo gosto sobre a juventude sem rumo da era Facebook.

2. Um castelo na Itália


Ainda não cheguei a assistir a todos os filmes selecionados para edição 2013 do Festival de Cannes, mas, de longe, esse deve ser o pior de todos, que faz questionar a lucidez do júri. Atravessada pela histeria, a trama sobre uma mulher perdida em suas escolhas que inicia um romance tumultuado com um ator mais jovem, também hesitante sobre o futuro, parece não acabar nunca.

3. Obsessão


Constrangedor é o mínimo que se pode dizer a respeito dessa segundo trabalho de Lee Daniels como diretor de Cinema. Não por uma questão de moralismo, mas porque há, pelo menos, duas cenas mal executadas e que parecem estar ali apenas com o intuito de chocar o espectador. E ambas envolvem Nicole Kidman, em mais uma escolha equivocada de personagem, que beira a caricatura. Zac Efron, por sua vez, como ator é um ótimo... ?

4. Tatuagem


Outro filme ruim disfarçado de provocação, este brasileiro que fez barulho em sua passagem pelo Festival do Rio é uma coleção de momentos descartáveis e rasteiros. Ambientado em uma época na qual a ditadura cerceava a liberdade de expressão, a estreia de Hilton Lacerda na direção - após uma carreira relativamente consolidada como roteirista - mais parece uma manifestação infantiloide de deslumbramento quando se descobrem palavras chulas e elas são irritantemente repetidas.

5. Aposta máxima


No mesmo ano em que esteve em cartaz no Brasil com o maravilhoso Amor pleno - integrante da minha lista de melhores filmes do ano - Ben Affleck também foi capaz de dar munição pesada aos seus detratores, que já não são poucos. Na pele do vilão de um enredo que envolve o mundo das apostas virtuais no qual ninguém escapa à canastrice, ele experimentou um retrocesso na carreira, daqueles que só fazem pensar que se tratava de muita necessidade de dinheiro.

6. O mordomo da Casa Branca


Panfletário até a medula espinhal, é mais um desastre assinado por Lee Daniels. Uma penca de atores desfila na tela ao longo de mais de duas horas em aparições rapidíssimas para tentar dar conta da história do tal mordomo do título, que serviu a sete presidentes enquanto trabalhou na residência oficial do governo estadunidense. Também não faltam cenas péssimas, como a derradeira envolvendo Oprah Winfrey, indigna de ser indicada a qualquer prêmio por seu papel.

7. Oblivion


Difícil encontrar razões para salvar essa ficção científica horrorosa do grupo desonroso dos piores do ano. Usando Tom Cruise como chamariz, a trama que mistura viagens no tempo e explora a temática do duplo, tantas vezes usada na Arte em geral e muito melhor trabalhada em outras produções é uma coleção de passagens enfadonhas, que não melhoram nem mesmo com a presença de um titã como Morgan Freeman em cena.

8. O lado bom da vida


Ao final da sessão, estava zonzo e com dor de cabeça, com a nítida sensação de ter acabado de assistir a um trailer interminável sobre dois esquizofrênicos incapazes de despertar qualquer empatia, quiçá identificação, com suas esquisitices. O maior desaforo que esse filme carrega, entretanto, é o fato de ter valido um Oscar de melhor atriz para Jennifer Lawrence, absolutamente imerecido.

9. Um final de semana em Hyde Park


Outro responsável por efeitos colaterais fisiológicos - nesse caso, vários bocejos - esse pavoroso olhar sobre um momento pouquíssimo explorado da vida de Franklin Roosevelt desperdiça atores do calibre de Bill Murray e Laura Linney em um romance boboca entre primos que entrou tardiamente em cartaz sem sequer valer a pena numa sala escura.

10. O Homem de Aço


Este ocupa o último lugar da lista não exatamente por ser o pior de todos os lançamentos do ano que vi, mas por ser o que menos me causou expectativas. Conforme explicado no texto de abertura dessa lista, é o tipo de filme ao qual eu não assistiria por iniciativa própria. Somente ótimos amigos poderiam me levar até ele e foi o que aconteceu. Para piorar, além de uma série de equívocos que incluem os efeitos visuais, tive de encarar a versão dublada dessa nova tentativa de fazer ressurgir Super-Homem.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013: MELHORES CARTAZES

Parte importante da divulgação de um filme, os pôsteres merecem atenção especial, já que podem contribuir decisivamente para levar o público a assistir à história mostrada nas imagens ou afastá-lo completamente da produção. Por isso, os maiores acertos das equipes que cuidaram dessa mídia essencial também valem ser lembrados nessa minha retrospectiva de favoritos, que chega à sua oitava parte mais imagética do que nunca.

Um detalhe que diferencia essa lista das demais é que me permiti considerar filmes que não cheguei a assistir e outros de que não gostei muito. Portanto, é a seleção mais superficial de todas. Também levei em conta os cartazes alternativos que fui encontrando na minha pesquisa pela internet - por vezes, eles são mais criativos que as versões oficiais. Além do mais, não significa que o filme é bom só porque tem um pôster bem feito. Feitas essas importantes ressalvas, seguem abaixo os melhores cartazes dos filmes lançados em circuito comercial em 2013, listados em ordem de preferência:

1. Gravidade



2. A grande beleza


3. Contos da noite



4. O mestre



5. Tabu




6. Antes da meia-noite



7. Sem dor, sem ganho



8. O lugar onde tudo termina



9. Killer Joe - Matador de aluguel


10. Invocação do mal




11. Django livre



12. O grande Gatsby



13. Oblivion



14. Frances Ha



15. Ela vai