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sábado, 17 de junho de 2017

QUINTETO DE OURO - DÉCADA DE 80

Conhecida como a década dos exageros, os anos 80 foram marcantes em várias áreas, da moda à tecnologia, passando pelo esporte e, naturalmente, pelo cinema, o foco deste blog. E lá no finalzinho, em 13 de novembro de 1989, eu cheguei a este mundo. Mais uma vez, escolhi uma década para extrair meus cinco filmes preferidos, assim como já havia feito com as décadas de 50 e 70. A tarefa é sempre hercúlea e o resultado acaba se tornado insatisfatório rapidamente, mas a tentativa é válida. O critério que norteou minhas escolhas foi simplesmente ser um longa-metragem realizado entre 1980 e 1989, com o cuidado de não repetir diretores, mesmo porque é uma lista com apenas cinco títulos. Como de hábito, não me preocupei em dispor os eleitos em ordem de preferência, valendo a ordem cronológica para apresentá-los. Se fosse para expressar de modo hierárquico o nível de amor por eles, aí sim a missão se tornaria mais complexa.

Os anos 80 trouxeram produções que me marcaram e, ainda assim, ficaram de fora da lista. Para não limá-las totalmente (ou todas elas) deste especial, optei por mencionar algumas brevemente. É  o caso, por exemplo, de A rosa púpura do Cairo (The purple rose of Cairo, 1985) e Crimes e pecados (Crimes and misdemeanors, 1989), gemas saídas da mente fértil de Woody Allen, e dois marcos da carreira de Wim Wenders, a saber: Paris, Texas (idem, 1984) e Asas do desejo (Das Himmel über Berlin, 1987). Porém, o primeiro comparece na lista com outra obra sua, um pouco mais querida do que essas por uma questão de centímetros, digamos assim. Uma das minhas trilogias prediletas também vem dessa década, e eu não poderia deixar de incluir um de seus capítulos na seleção: são os longas De volta para o futuro que, aliás, começo a rever a partir deste mês. Falando em filmes com sequência, tivemos dois episódios da saga de George Lucas - outra de que sou fã ardoroso - nessa mesma década: Star wars episódio V - O Império contra-ataca (Star wars episode V - The Empire strikes back, 1980) e Star wars episódio VI - O retorno de jedi (Star wars episode VI - Return of the jedi, 1983).

Outros títulos que não ganharam vaga neste especial, mas têm espaço confirmado na minha galeria de preferidos: Gosto de sangue (Blood simple, 1984), de quando os irmãos Ethan e Joel Coen ainda eram debutantes; Um lobisomem americano em Londres (An American werewolf in London, 1981), um dos ápices criativos de John Landis; O homem elefante (The elephant man, 1980), das produções mais sensíveis assinadas por David Lynch; A mulher do aviador (La femme du aviateur, 1980), um típico Eric Rohmer com seus desencontros e inquietações amorosas; Um tiro na noite (Blow out, 1981), que é Brian De Palma abraçando a metalinguagem numa década que foi o auge de sua carreira. Lynch, infelizmente, não coube na lista com nenhum outro filme, mas Rohmer e De Palma foram "finalistas" com outros trabalhos.

Uma ideia que voltei a colocar em prática nesta edição do Quinteto de Ouro foi convidar alguns amigos para também listar seus filmes favoritos do tema. Foi o mesmo que aconteceu com a lista de melhores filmes de 2007. Como já era de se esperar, a maioria deles ficaram horrorizados com a necessidade de se restringir a somente cinco títulos, mas acabaram encarando o desafio e forneceram seus preferidos, os quais também dispus em ordem cronológica. E devo dizer que vieram listas muito boas, com as quais concordo quase totalmente: um e outro exagero ou injustiça aqui e ali, no final das contas, tem a função de fomentar o debate. É tudo uma questão de subjetividade mesmo... Seguem abaixo minha lista com trechos das críticas que já escrevi sobre os filmes, e as listas dos meus amigos.

MEUS ESCOLHIDOS

Dublê de corpo (Brian De Palma, 1984)


De Palma faz de seu protagonista um arquétipo do herói destemido que fura bloqueios e rompe sistemas com a disposição de quem deseja entender o que está acontecendo ao seu redor. Enquanto investiga, ele é obrigado a lidar com seu maior medo, em uma sequência atordoante passada dentro de um passagem fechada que contribui para dimensionar o espectador na ótica sufocada através da qual Jake enxerga o mundo. Os ambientes restritivos lhe são uma praga, e um simples elevador, para ele, é uma fonte de angústia profunda. Em decorrência da claustrofobia do personagem, o filme é atravessado por espasmos visuais clicados por Stephen H. Burum, que voltaria a colaborar com o cineasta nos anos seguintes, em títulos como Os intocáveis (The untouchables, 1987) e O pagamento final (Carlito’s way, 1993). A paleta de cores saturadas também é notória na construção da fotografia do longa, que também oferece tons obscuros, sobretudo pela abundância de sequências noturnas.

O raio verde (Eric Rohmer, 1985)


Quase nada acontece de fato em O raio verde. A exemplo dos demais filmes do realizador francês, morto aos 91 anos, os diálogos preenchem a projeção em sua quase totalidade, estendendo ao máximo a psicologia em torno dos personagens, sobretudo Delphine, tão complexa quanto qualquer outro ser humano. A cada novo encontro com um amigo, conhecido ou alguém a quem acabou de ser apresentada, a jovem exterioriza sua insatisfação com as pessoas e os lugares. É como aquele sujeito em cuja companhia vamos a uma festa e, menos de 10 minutos depois de ter chegado, já quer ir embora, sem saber explicar exatamente o motivo do seu desconforto naquele ambiente. [...] Na verdade, o raio verde é um fenômeno imediatamente anterior ao anoitecer, que surge quando o Sol está se pondo e mostra o seu último facho de luz no céu. Não é possível observá-lo todos os dias - se o tempo estiver nublado, por exemplo, a espera por vê-lo é inútil - nem em todos os lugares - é praticamente uma exclusividade da costa francesa - e exige uma certa dose de paciência e olhar fixo, pois dura um brevíssimo instante. 

Conta comigo (Rob Reiner, 1986)


Algumas amizades podem não ser para a vida toda - pelo menos, não presencialmente -, mas o sentimento fica, e relembrar momentos passados junto com grandes companheiros produz um bem danado à alma. Por meio de uma narrativa em flashback, somos transportados pelo discurso do Gordie adulto ao início de sua adolescência, que passou, em boa parte, com Chris (River Phoenix), Teddy (Corey Feldman) e Vern (Jerry O'Connell), garotos como tantos outros, com seus 12 anos, hormônios em início de ebulição e uma boa dose de intrepidez. São os personagens centrais de uma obra que toma por base um conto de Stephen King, que tem na amizade uma de suas especialidades e recorrências temáticas. Conta comigo é uma ilustração caprichada do quanto é importante ter com quem contar, exatamente o que os títulos original e nacional indicam. Poucas frases podem ter um efeito tão tranquilizador e emocionante quanto essa, ainda mais quando dita por alguém que já se tornou querido. Caminhar sozinho é sempre mais difícil. A seu favor, a história também traz o fato de que nenhum dos meninos é unidimensional. Em seus olhares e falas, está sintetizada boa parte de uma fase da vida em que tudo é imenso, para o bem e para o mal. Gordie, Chris, Teddy e Vern se amam, embora nem sempre saibam dizer isso. 


Hannah e suas irmãs (Woody Allen, 1986)


Ah, os laços de família... São eles a matéria-prima desta comédia agridoce, com o padrão Woody Allen de qualidade, o mesmo que também usam seus detratores ou pouco entusiastas para diminuir sua obra. Hannah (Mia Farrow) é a irmã mais estável emocional e financeiramente, e as outras duas estão sempre a rondando com necessidades sobretudo econômicas. Mas até onde vai essa estabilidade que parece inabalável? Refletindo sobre essa questão, Allen capricha nos diálogos em que o cômico e o sério se revezam, e mostram que ninguém tem escapatória quanto aos processos de intemperismo e erosão da vida. O rumo traçado por alguém está sempre sujeito a uns trancos aqui e ali, é um dos ônus de ser humano. Seus personagens demasiadamente humanos são fotografados por Carlo Di Palma, habitual colaborador nascido em Roma que trabalhou com Allen até Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry, 1997). Aqui, capta a névoa novaiorquina de inverno e ajuda a compor o cenário de idas a vindas de cada coração, o órgão mais traiçoeiro que existe.

De volta para o futuro 2 (Robert Zemeckis, 1989)


Após um intervalo de quatro anos, Zemeckis trouxe de volta os carismáticos Marty McFly (Michael J. Fox) e Emmett Brown (Christopher Lloyd) para dar continuidade a uma grande aventura que se desdobra através dos tempos. Se no filme anterior o rapaz retornava para casa são e salvo, nessa continuação ele se vê novamente obrigado a avançar algumas décadas para resolver um problema no qual seu filho Junior (o próprio J. Fox) se meteu e o levou para a cadeia. A correria para mudar a situação é tanta que, dessa vez, até sua namorada Jennifer (Elizabeth Shue) entra de gaiata no DeLorean e o acompanha no percurso, feito nos ares. [...] O grande mérito da produção, sem dúvida, está no carisma que a dupla principal exala. Assim como no primeiro filme, Marty e Emmett são amigos inseparáveis que embarcam nas ideias um do outro sem pestanejar e se viram muito bem para dar conta de encarar os desafios do tempo. [...] Zemeckis nos toma pelo braço e nos coloca dentro de uma aventura que deixa um delicioso sabor de nostalgia na boca, fazendo valer cada minuto investido diante da tela e, para quem foi assistir ao filme no cinema, valorizando cada centavo gasto com o ingresso.

OS AMIGOS

Anderson Barbosa 

O homem elefante
O iluminado
Blade runner - O caçador de androides
Paris, Texas
Conta comigo




Anderson de Souza (Profissão: Cinéfilo

Terror nas trevas
Amadeus
O clube dos cinco
Cinema Paradiso
De volta para o futuro 2



Cleber Eldridge (Um Certo Cinéfilo

Amadeus
A testemunha
Curtindo a vida adoidado
Hannah e suas irmãs
Mississipi em chamas






Douglas Braga 

O iluminado
O enigma de outro mundo
Scarface
Amadeus
Era uma vez na América




Elton Telles 

Cão branco
Cabra marcado para morrer
Vá e veja
Um peixe chamado Wanda
Faça a coisa certa




Gustavo Santorini 

Um tiro na noite
Paris, Texas
Era uma vez na América
Curtindo a vida adoidado
Nascido em 4 de julho





Lucas D'Peder 

O portal do paraíso
Um tiro na noite
Fitzcarraldo
Era uma vez na América
Faça a coisa certa



Paulo Matheus (Sala Escura

Touro indomável
O enigma de outro mundo
Paris, Texas
A rosa púrpura do Cairo
Hannah e suas irmãs





Renan Fechio 

O homem elefante
Fitzcarraldo
Paris, Texas
Depois de horas
Era uma vez na América





Sandro Alves de França (Janela 7

Fanny e Alexander
Aos nossos amores
Broadway Danny Rose
O beijo da Mulher Aranha
A rosa púrpura do Cairo

sexta-feira, 2 de junho de 2017

BALANÇO MENSAL - MAIO

Maio teve um saldo cinematográfico bastante positivo, com apenas duas notas realmente baixas, destinadas a filmes em que o roteiro foi o principal problema, a saber, The void (idem, 2016), no qual o terror é empurrado goela abaixo por meio de uns simbolismos obscuros e pretensiosos, e Jonas (idem, 2015), um dos representantes brasileiros que deixa a desejar na construção dos personagens e diálogos. Fora eles, houve muitas boas descobertas e uma decepção com Martin Scorsese e o caos dramático de Vivendo no limite, outra parceria com Paul Schrader na escrita 23 anos depois do excelente Taxi driver (idem, 1976). Abri espaço inclusive para Ingmar Bergman, com quem andava em dívida de filmes inéditos este ano. Um detalhe curioso foi a presença de muitos títulos recentes em preto e branco, entre eles Heleno, Os viciosos e Astrágalo, que foram sendo escolhidos um tanto aleatoriamente, ou seja, essa característica não foi decisiva para que cada um fosse incluído na seleção do mês que passou, que é integralmente apresentada abaixo, como de costume.

PÓDIO

MEDALHA DE OURO

Terra de minas (Martin Zandvliet, 2015)


Mais um filme tendo uma guerra como pano de fundo conquistou espaço no meu pódio. Na verdade, sobre as consequências de uma guerra, dessa vez. Narrado com sobriedade, Terra de minas (Under sandet, 2015) foi um dos cinco finalistas indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro e acompanha um grupo de jovens soldados alemães confinados em território dinamarquês até que desarmem todas as minas deixadas nas areias das praias durante a Segunda Guerra Mundial. A nação alemã saiu completamente humilhada do conflito, e os garotos sofrem pelos erros de seus conterrâneos. O grupo é comandado com extrema rigidez pelo sargento Rasmussen (Roland Møller), cujo coração está cheio de ressentimento pelos cinco anos de invasão daquele país. Realizador e roteirista do longa, Zandvliet faz um recorte de um momento histórico pouco visitado pelo cinema, que normalmente conta histórias da Guerra ainda em curso. Sua condução mistura drama e suspense, este último nas passagens de incerteza sobre a existência ou não de alguma mina ainda não desarmada. Guerras sempre são uma aberração e nunca existem vencedores de fato, e tal certeza é reforçada aqui, sobretudo quando uma tragédia desperta finalmente um sentimento de empatia.

MEDALHA DE PRATA

Corra! (Jordan Peele, 2016)


A recomendação do título deveria ter sido seguida logo de cara por Chris (Daniel Kaluuya), protagonista de Corra! (Get out, 2016), mas os motivos para tal só vão ficando mais evidentes com o avançar da narrativa. Ele é um rapaz negro; sua namorada, uma garota branca. Quando chega o dia de ela apresentá-lo à família, o receio se instala em sua mente, mas ela diz que os pais não são nada racistas. "Meu pai votou no Obama e votaria de novo se pudesse", diz ela ao rapaz, como se qualquer vestígio de preconceito pudesse ser extinto nessa simples colocação. Uma vez na casa dos futuros sogros, fatos estranhos vão acontecendo, deixando a sensação de um segredo sinistro no ar, como os empregados subservientes demais e os convidados cheios de tiradas questionáveis, como "negro está na moda". Cria do humor, Peele faz uso dele como arma para atirar contra o racismo, sobretudo o que se esconde em discursos aparentemente simpáticos. E adiciona toques de suspense no ambiente da casa, cujos donos escondem propósitos realmente assustadores. Mas não se engane: não é um filme feito para assustar nem é do tipo de recorre a clichês para estruturar sua trama, mas um belo exemplar de cinema inteligente com sequências inspiradas. Houve quem se queixasse da presença do amigo como um desnecessário alívio cômico, mas ele é mais do que isso: é a voz do espectador que deseja alertar o protagonista de que algo não vai bem por ali.

MEDALHA DE BRONZE

Vidas separadas (Delbert Mann, 1958)


Desde a abertura ao som de Separate tables, canção homônima do título original, Vidas separadas se mostra um filme sobre pessoas em desalento, cada qual por suas razões. O cenário é um hotel antigo, no qual seus hóspedes têm longas estadias. Ali se encontram um major (David Niven) com um segredo escandaloso de seu passado, uma jovem (Deborah Kerr) que vive à sombra da mãe castradora e hipócrita, um escritor (Burt Lancaster) se afogando em mágoas e uma mulher (Rita Hayworth) cujo grande medo é envelhecer sozinha. Suas trajetórias se encontram e suas personalidades vão desabrochando aos poucos, num enredo de base teatral, o que fica nítido especialmente pela restrição de espaço - são raras as cenas externas. Os interpretes estão afiados, e seus dramas são quase palpáveis, alguns típicos dos anos 50, a década que precedeu uma revolução comportamental logo depois. Estamos diante de um parente próximo de Douglas Sirk, um melodrama que coloca à mesa discussões importantes, como o lugar da mulher na sociedade. As falas da Sra. Matheson (Cathleen Nesbitt), por exemplo, são reflexo de uma concepção datada, mas ainda vigente na cabeça de algumas pessoas que culpam a mulher por situações de assédio. Após tanta desilusão, porém, o desfecho acena possibilidades agradáveis ao som da mesma canção com que fomos apresentados àquelas vidas.

INÉDITOS

LONGAS


152. Spartacus (Stanley Kubrick, 1960) -> 8.0
153. A guerra está declarada (Valérie Donzelli, 2011) -> 7.0
154. Terra de minas (Martin Zandvliet, 2015) -> 8.0
155. Instinto secreto (Bruce A. Evans, 2007) -> 5.0
156. Partisan (Ariel Kleiman, 2015) -> 4.0
157. Quatro irmãos (John Singleton, 2005) -> 7.0


158. Quando as mulheres esperam (Ingmar Bergman, 1952) -> 7.0
159. Aliados (Robert Zemeckis, 2016) -> 7.5
160. Duro de matar 4.0 (Len Wiseman, 2007) -> 8.0
161. O rio (Tsai Ming-liang, 1997) -> 7.5
162. Corra! (Jordan Peele, 2016) -> 8.0
163. The void (Jeremy Gillespie e Steven Kostanski, 2016) -> 4.0
164. A morte do Sr. Lazarescu (Cristi Puiu, 2005) -> 7.0
165. Vivendo no limite (Martin Scorsese, 1999) -> 6.0


166. Heleno (José Henrique Fonseca, 2011) -> 8.0
167. Minha querida dama (Israel Horovitz, 2014) -> 6.0
168. Pequenos espiões 3D (Robert Rodriguez, 2003) -> 4.5
169. Voo united 93 (Paul Greengrass, 2006) -> 6.0
170. Papillon (Franklin J. Schaffner, 1973) -> 6.5
171. Conto de cinema (Hong Sang-soo, 2005) -> 7.0
172. Shampoo (Hal Ashby, 1975) -> 6.0
173. Uma canção para Carla (Ken Loach, 1996) -> 7.0


174. Missão impossível 3 (J. J. Abrams, 2006) -> 7.0
175. A mentira (Will Gluck, 2010) -> 6.0
176. Fantasia (James Algar, Samuel Armstrong, Ford Beebe, Norman Ferguson e outros, 1940) -> 7.5
177. Astrágalo (Brigitte Sy, 2015) -> 7.0
178. Nise - O coração da loucura (Roberto Berliner, 2015) -> 8.0
179. Vidas separadas (Delbert Mann, 1958) -> 8.0
180. Os viciosos (Abel Ferrara, 1995) -> 7.0
181. Rios vermelhos (Mathieu Kassovitz, 2000) -> 7.0


182. Diamante de sangue (Edward Zwick, 2006) -> 7.0
183. John Wick - Um novo dia para matar (Chad Stahelski, 2017) -> 8.0
184. Comer, rezar, amar (Ryan Murphy, 2010) -> 5.0
185. Jonas (Lô Politi, 2015) -> 4.0
186. Happy times (Zhang Yimou, 2000) -> 7.0
187. Suntan (Argyris Papadimitropoulos, 2016) -> 7.5
188. Solaris (Andrei Tarkovsky, 1972) -> 8.0

CURTAS

O balão do Billy (Don Hertzfeldt, 1998) -> 3.0
Lost in the mountains (Hong Sang-soo, 2009) -> 7.0
Father and daughter (Michael Dudok de Wit, 1998) -> 6.0

REVISTOS

A leste de Bucareste (Corneliu Porumboiu, 2006) -> 8.0
A outra (Woody Allen, 1988) -> 8.0
Retratos de uma obsessão (Mark Romanek, 2002) -> 7.5
Sobre café e cigarros (Jim Jarmusch, 2003) -> 9.0
Pecados íntimos (Todd Field, 2006) -> 8.0

MELHOR FILME: Terra de minas
PIOR FILME: The void/Jonas
MELHOR DIRETOR: Jordan Peele, por Corra!
MELHOR ATRIZ: Maggie Smith, por Minha querida dama
MELHOR ATOR: Rodrigo Santoro, por Heleno
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Cathleen Nesbitt, por Vidas separadas
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Djimon Hounsou, por Diamante de sangue
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Martin Zandvliet, por Terra de minas
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: John Michael Hayes, por Vidas separadas
MELHOR FOTOGRAFIA: Camilla Hjelm, por Terra de minas
MELHOR TRILHA SONORA: Michael Abels, por Corra!
MELHOR CENA: O tiroteio nos espelhos em John Wick - Um novo dia para matar
MELHOR FINAL: Terra de minas