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domingo, 2 de outubro de 2016

BALANÇO MENSAL - SETEMBRO

Ao longo do mês de setembro, foram 36 filmes, entre inéditos e revisitados, que formaram um panorama de nacionalidades, realizadores, tramas e intérpretes. A união entre quantidade e qualidade foi notável: tive a sorte de ter deparado com apenas uma bomba, além de reafirmar o gosto por alguns títulos com o quais tinha estado em contato pela primeira (ou última vez) fazia muito tempo. Também foi um mês com nota 10, item raro este ano, e o detentor da cotação máxima foi concebido aqui mesmo, em terras brasileiras. Também tem um pouco de Brasil no ocupante do segundo lugar do pódio, uma coprodução que ainda envolve Chile, Colômbia, França e Holanda. O terceiro posto é de um resquício tardio de infância. Vamos ao balanço de filmes vistos em setembro?

PÓDIO

MEDALHA DE OURO

Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)


Crítica completa aqui

MEDALHA DE PRATA

A terra e a sombra (César Augusto Acevedo, 2015)


Essencialmente contemplativa, a câmera de Acevedo oferece paisagens emocionais deslumbrantes para narrar a história de um senhor de retorno à casa e à família que deixara mais de uma década. O cenário com o qual depara não é nada alentador, e se reinserir à dinâmica na qual ora vivem ex-esposa, nora, filho e neto é uma tarefa na qual ele se empenha e ante à qual encontra a resistência da ex-esposa, profundamente ferida com todo aquele tempo de abandono. Os diálogos surgem com timidez dura, e o despertar da comoção no público nada tem a ver com trilhas sonoras pulsantes. Entre as várias sequências memoráveis, a chuva de cinzas do canavial que vem sobre o homem e a nora, assim como a que traz ele ensinando o neto a atrair pássaros para o chão com um doce e paciente assobio.

MEDALHA DE BRONZE

O rei leão (Roger Allers e Rob Minkoff, 1994)


Por muitas vezes, deixava amigos de boca aberta - cinéfilos ou não - ao confessar que ainda não tinha visto O rei leão. Essa lacuna foi, enfim, preenchida, e o gosto tardio de infância que a animação despertou, aliada ao enorme carisma dos personagens (menos Scar, o vilão), são méritos suficientes para lhe destinar o bronze. É bem verdade que a trama remete a um tempo em que o gênero ainda se pautava no maniqueísmo e na previsibilidade, mas conferi-la na idade adulta ainda pode trazer preciosas lições, mesmo que sejam necessárias certas adaptações. Fica a certeza de que a obra envelheceu bem e pode resgatar o calor e cera inocência nas crianças da geração vidrada na telinha, ainda sem a percepção de que o mundo é tão vasto e o sol toca tantas partes dele de uma só vez.

INÉDITOS

282. Café society (Woody Allen, 2016) -> 8.0
283. Zoolander 2 (Ben Stiller, 2016) -> 4.0
284. A família Bélier (Eric Lartigau, 2014) -> 7.5
285. Buena vista social club (Wim Wenders, 1999) -> 8.0
286. Amor à queima-roupa (Tony Scott, 1993) -> 8.0
287. Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016) -> 10.0
288. 007 - Somente para seus olhos (John Glen, 1981) -> 5.0


289. Bleeder (Nicolas Winding Refn, 1999) -> 7.0
290. Wiener-dog (Todd Solondz, 2016) -> 7.0
291. A bigger splash (Luca Guadagnino, 2016) -> 8.0
292. Paulina (Santiago Mitre, 2015) -> 7.0
293. Halloween - A noite do terror (John Carpenter, 1978) -> 8.0
294. O rei leão (Roger Allers e Rob Minkoff, 1994) -> 8.5
295. Núpcias de escândalo (George Cukor, 1940) -> 6.0
296. As confissões de Schmidt (Alexander Payne, 2002) -> 7.5


297. Muito além do jardim (Hal Ashby, 1979) -> 7.0
298. Mad detective (Johnnie To, 2007) -> 7.0
299. A hora da vingança (Richard Brooks, 1952) -> 7.0
300. A terra e a sombra (César Augusto Acevedo, 2015) -> 9.0
301. Compramos um zoológico (Cameron Crowe, 2011) -> 7.0
302. Os caçadores da arca perdida (Steven Spielberg, 1981) -> 8.0



303. Canções do segundo andar (Roy Andersson, 2000) -> 8.0
304. O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) -> 8.0
305. Florence - Quem é essa mulher? (Stephen Frears, 2016) -> 7.0
306. A hora da zona morta (David Cronenberg, 1983) -> 8.0
307. Interlúdio de amor (Clint Eastwood, 1973) -> 8.0 



308. 007 - Nunca mais outra vez (Irvin Kershner, 1983) -> 6.5
309. Headhunters (Morten Tyldum, 2011) -> 8.0
310. Águas rasas (Jaume Collet-Serra, 2016) -> 7.0
311. Um dia difícil (Kim Seong-hoom, 2014) -> 8.0
312. Ele está de volta (David Wnendt, 2015) -> 8.0
313. O plano de Maggie (Rebecca Miller, 2015) -> 6.0
314. De longe te observo (Lorenzo Vigas, 2015) -> 7.0

REVISTOS

Beleza americana (Sam Mendes, 1999) -> 8.0
Paranoid park (Gus Van Sant, 2007) -> 9.0
Dogville (Lars Von Trier, 2003) -> 9.5
Procurando Nemo (Andrew Stanton e Lee Unkrich, 2003) -> 10.0
Kill Bill - Volume 1 (Quentin Tarantino, 2003) -> 9.5

MELHOR FILME: Aquarius
MELHOR DIRETOR: Kleber Mendonça Filho, por Aquarius
MELHOR ATRIZ: Sonia Braga, por Aquarius
MELHOR ATOR: Peter Sellers, por Muito além do jardim
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Ellen Burstyn, por Wiener-dog
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Ralph Fiennes, por A bigger splash
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Kleber Mendonça Filho, por Aquarius
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Lars Gudmestad e Ulf Ryberg, por Headhunters
MELHOR TRILHA SONORA: Aquarius
MELHOR FOTOGRAFIA: A terra e a sombra
MELHOR CENA: A chuva de cinzas em A terra e a sombra
MELHOR FINAL: Aquarius

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